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“Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.” 2 Pedro 3:13

Reflexões

A Paixão Missionária

Por Oswaldo Jacob · 11 de junho de 2026

“O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” — Lucas 19.10

Jesus tinha uma paixão missionária. Ele a resumiu muito bem quando afirmou: “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Ele é o missionário por excelência, pois deu a Sua vida por nós na cruz, derramando o Seu precioso sangue para a nossa salvação. Sendo Deus, fez-se carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória como a glória do unigênito do Pai (Jo 1.14).

Aqui temos a dimensão do amor de Deus em Cristo Jesus, revelado pelo Espírito Santo. Podemos dizer que a Trindade tem uma paixão missionária. As três Pessoas trabalham perfeitamente sincronizadas para salvar o homem perdido. Deus tomou a iniciativa da reconciliação do homem em Cristo, na ação poderosa do Espírito Santo (2 Co 5.18-20; Ef 1.3-14; Jo 16.8-11). Recebemos da Trindade o ministério da reconciliação.

Precisamos considerar agora três componentes fundamentais da paixão missionária.

1. A paixão pela glória de Deus

Uma vez salvos, recebemos a natureza divina, a natureza do perdão e da reconciliação. Tendo essa natureza, o nosso maior alvo é a glória de Deus. Temos paixão por essa glória. Desejamos que o Pai seja sempre exaltado em tudo o que fizermos.

Reconhecemos que o nosso Pai, em Sua natureza, é majestoso, sublime e soberano. O nosso coração se satisfaz nEle. A paixão por Sua glória leva-nos a um compromisso vital com Ele e com todo o Seu plano delineado na eternidade. Todas as nossas ações devem passar necessariamente pela glória de Deus. Quer comamos, quer bebamos ou façamos qualquer outra coisa, devemos fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). A glória de Deus é a revelação da Sua majestade, da Sua santidade e da Sua vontade.

2. A paixão pela santidade de vida

Devemos ser santos em todo o nosso procedimento (1 Pe 1.16). A nossa identidade com o Pai pressupõe uma vida santa. Devemos nos empenhar por uma vida de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

A nossa paixão pela santidade de vida revela o nosso compromisso diário com o Senhor e com um estilo de vida que produza impacto na sociedade. Devemos buscar com intensidade de alma a nossa semelhança com Cristo. O campo missionário é resultado de uma paixão pela obra de Cristo na cruz e na ressurreição. A paixão por nossa santidade nos leva a um compromisso com o trabalho missionário dentro e fora do Brasil. Na perspectiva cristã, santidade e ações propositivas são causa e efeito: uma vida santa produz atitudes e atos santos.

3. A paixão pelas pessoas perdidas

O cristão genuíno tem prazer em aproveitar cada oportunidade para evangelizar pessoas e ganhá-las para Cristo. O apóstolo Paulo tinha essa paixão para com os párias, os perdidos e os abandonados pela sociedade. O testemunho do evangelho de Jesus era mais importante do que a sua própria vida (At 20.24).

É impressionante a consciência paulina a partir da sua paixão missionária. Para o apóstolo aos gentios, Cristo era tudo em todos (Cl 3.11). O apóstolo era um missionário transcultural visceralmente comprometido com o evangelho de Cristo, do qual não se envergonhava (Rm 1.16).

O testemunho dos evangelistas

É prazeroso constatar a paixão missionária dos evangelistas Marcos, Lucas, Mateus e João. Todos os quatro estavam comprometidos com a mensagem de salvação para o homem perdido. Cada um deles, inspirado pelo Espírito Santo, trabalhou muito bem a ênfase da Pessoa e da obra de Cristo em cada evangelho. Para eles, Jesus era o Servo, o Filho do homem, o Rei e o Filho de Deus. Com a sua paixão missionária, eles proclamaram Cristo, e o seu testemunho chegou até nós. Quatro homens com uma mensagem inigualável.

Um legado que permanece

William Carey, Hudson Taylor, Adoniram Judson e outros obreiros foram para o campo missionário e realizaram uma grande obra, ganhando vidas preciosas para Cristo. O legado deles permanece, e eles são sempre uma inspiração para os missionários e para os crentes de um modo geral. Quais as razões? Primeira, foram motivados pela glória de Deus; segunda, possuíam uma paixão pela santidade de vida; e terceira, tinham paixão por pessoas perdidas. Havia um tríplice compromisso: com o Senhor, consigo mesmos e com o próximo.

Conclusão

A paixão missionária é um sentimento de obediência ao Senhor Jesus Cristo na Grande Comissão (Mt 28.18-20). Paulo recebeu, na cidade de Damasco, o chamado de Deus por meio de Cristo Jesus para o ministério missionário (At 9.1-15). Não se pode proclamar Cristo sem a paixão por Ele. Aqui está o combustível que mantém acesa a chama da enorme responsabilidade de pregar todo o evangelho ao homem todo, em todo o lugar.

Pedro e João estavam movidos por uma paixão missionária quando pregaram o evangelho e viram pessoas sendo curadas (At 2, 3 e 4). A história de missões é a da paixão pela glória de Deus. A paixão missionária é fruto da nossa adoração a Deus em todo o tempo.

Exerçamos a paixão por missões em cada oportunidade e em todo lugar, até que Cristo volte com grande poder e grande glória!

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